quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sinto falta de falar e pensar sobre o mesmo

Diário de Bordo - PIBID Teatro 16/02/2016

Escrito por Nícolas Anderson S. Tavares

Primeiramente, numa estrutura de círculo, tivemos o momento dos informes. Depois disso, ficamos costas a costas com a pessoa que estava ao nosso lado, separados, agora, pelo espaço da sala. Nessa posição, nos espreguiçamos contra as costas do outro, de forma que deveríamos ser apoiados pelos mesmos conforme o movimento que fazíamos; da mesma forma o outro deveria se espreguiçar nas nossas costas, com a mesma contrapartida do apoio. Fizemos esse movimento três vezes, cada um. Em seguida, procuramos, rapidamente, por outros parceiros, a partir de uma interação espontânea, sem acordos estabelecidos vocalmente, e realizamos a mesma ação.
Num segundo momento, voltamos a uma estrutura de círculo. E então, a partir de um exemplo de como transformar cada letra do seu nome em diferentes movimentos corporais - seja utilizando uma ou mais partes específicas do corpo, ou o corpo inteiro -, fizemos o mesmo com os nossos nomes. Feito isso, apresentamos os movimentos e, em seguida, reapresentamos os mesmos falando cada letra e relacionando-as com os movimentos. Por conta do tempo e da quantidade de pessoas, passamos a apresentar os movimentos em dupla e então em grupos de quatro.
Se tratando ainda de possibilidades de apresentação de nossos nomes, voltamos ao círculo e, nessa forma, falamos nossos nomes, associando-os a movimentos e sons. Feito isso, os componentes da roda repetiam a ação proposta.
Num terceiro momento, caminhamos pelo espaço e, em seguida, nos concentramos em um dos lados da sala. Fomos, rápida e espontaneamente, ao outro polo do espaço e dissemos a nossa cor favorita e o porquê.
Num quarto momento, tornamos a caminhar pela sala e, quando paramos, representamos em gestos as nossas comidas favoritas. Após esse momento, no qual tentamos descobrir as preferências dos outros, caminhamos novamente e, dessa vez, ao pararmos, representamos em gestos os nossos animais favoritos.
Num momento final, com todos sentados em círculo, levamos outro ao centro e então fizemos perguntas aos demais sobre informações anteriormente levantadas, até que todos passassem pelo centro.


Questões Subjetivas

Penso sobre como começar - e também como manter - uma aula de teatro na escola. Penso também que, desde o tempo de escola até o atual momento na universidade, fui impiedosamente apresentado às questões práticas do teatro a partir de aulas intensas de corpo. Desde a escola, sinto falta de algo que me faça entender o movimento que eu me proponho a fazer; sinto falta de falar e pensar sobre o mesmo.
Penso também sobre as informações que são coletadas e o porquê das mesmas. Penso sobre o potencial das informações e como utilizá-lo.

Em relação ao exercício de transformar o nome em movimento, penso que esse pode ser utilizado para se refletir sobre um conflito constante na história do teatro: a relação entre texto e cena. Em alguns momentos, no curso da história, o teatro é concebido como um movimento que enfatiza o texto, em outros, como um movimento que dá mais espaço aos aspectos da cena. A harmonia desses elementos - ou mesmo a possibilidade de desarmonia dos mesmos - pode ser objeto fundamental de diálogos sobre o teatro.

Registro fotográfico: Professora Aline Sousa







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